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COVID-19

Pesquisa analisa dados da Covid-19 em Parauapebas; veja os resultados

  • Escrito por Anderson França
  • Publicado: Sexta, 14 de Agosto de 2020, 15h13
  • Última atualização em Sexta, 14 de Agosto de 2020, 19h23
  • Acessos: 611

A avaliação de um cenário é parte essencial no processo de planejamento. Com esse intuito, o campus Parauapebas do Instituto Federal do Pará (IFPA) realizou a pesquisa intitulada “Estudo técnico sobre o avanço do Coronavírus em Parauapebas (PA)” a fim de dar subsídio para a formulação das estratégias para um eventual retorno às atividades presenciais no campus. Ao fim do estudo, os pesquisadores divulgaram, também, nota técnica resultante da análise dos dados observados no período da pesquisa.

O estudo é resultado de uma minuciosa análise conduzida pela Comissão de Estudo Técnico sobre o Avanço do Coronavírus em Parauapebas (PA), sob coordenação da professora Débora Aquino Nunes e incluiu docentes e alunos que colaboraram com a pesquisa.

A partir de um processo metodológico que incluiu levantamento bibliográfico, bem como coleta de dados epidemiológicos da Covid-19 no município, infraestrutura da rede hospitalar do município, dados histórico-geográficos, demográficos, levantamento acerca das especificidades espaciais do campus. A pesquisa também considerou indicadores socioeconômicos e demais aspectos que impactem a comunidade acadêmica do campus, a equipe de trabalho traçou um detalhamento dos fatores que apontam as ações necessárias para garantir a preservação da saúde coletiva dentro e fora da instituição.

A pesquisa foi aplicada no período entre 30 de março, data do primeiro caso de Covid-19 diagnosticado no município, até 1º de agosto, quando a equipe finalizou o período de coleta de informações.

A análise dos dados para orientar o possível retornos às atividades presenciais no campus seguiu os indicadores da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera o declínio contínuo de, pelo menos, 50% de casos confirmados durante três semanas a partir do último pico; menos de 5% de casos positivos para Covid-19 em relação ao total de casos investigados por análises laboratoriais por um período de duas semanas, mediante uma constante de novos casos no município; número reprodutivo efetivo (Rt), que se refere à probabilidade de uma pessoa infectar a outra, menor que 1 por duas semanas consecutivas, declínio do número de óbitos de casos confirmados ou suspeitos por pelo menos três semanas consecutivas, diminuição contínua da taxa de hospitalização e admissões em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) por pelo menos duas semanas; e a taxa de ocupação dos leitos de UTI do município abaixo de 70%.

Após a verificação dos dados obtidos, a Comissão divulgou o estudo técnico completo da análise e constatou que, até o momento, o município não atende aos indicadores das autoridades de saúde para garantir um retorno seguro às atividades presenciais. Dos parâmetros analisados, houve apenas o declínio parcial do número de óbitos de casos confirmados ou suspeitos por Covid-19, visto que a redução aconteceu no período de duas semanas consecutivas, sendo que a orientação é de três semanas.

Por isso, os pesquisadores envolvidos na coleta e análise dos dados considera que o retorno presencial às atividades no campus ainda não é recomendado para evitar a exposição à infecção causada pelo novo Coronavírus pela comunidade acadêmica, que, na pesquisa quali-quantitativa informou que a maioria dos respondentes ainda não foi diagnosticada com Covid-19 (89,98% entre os estudantes, 94,92% entre servidores e 93,33% entre os colaboradores terceirizados).

Ao fim do estudo, a Comissão orienta que haja um contínuo monitoramento da evolução da Covid-19 para que seja constatado o momento ideal para o retorno seguro às atividades presenciais e indica, também, alternativas de trabalho remoto que pode ser considerada em um eventual retorno das atividades de forma remota. Todas as informações coletadas foram encaminhadas à Direção-Geral do campus e demais responsáveis pelo planejamento e elaboração dos protocolos de segurança.

SOBRE A EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

O estudo técnico foi coordenado pela professora Débora Aquino Nunes e teve como integrantes da equipe multidisciplinar os pesquisadores Camila Marion, David Durval Jesus Vieira, Hélio Fernando Bentzen Pessoa Filho, Jadislene Estevam da Silva Costa, Rômulo da Silva Oliveira e Thabatta Moreira Alves de Araújo.

Também integraram a equipe de pesquisadores os alunos Clara Taboada Vernaschi Steinmetz, Daniele Kaline da Silva Barbosa, Fernanda Santos Silva, Hevellin de Almeida Paixão e Mario Washington Oliveira Ferreira.

ACESSE A ÍNTEGRA DO ESTUDO TÉCNICO SOBRE O AVANÇO DO CORONAVÍRUS EM PARAUAPEBAS (PA).

LEIA A NOTA TÉCNICA ELABORADA PELA COMISSÃO

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